Atualizado

23 de abril de 2011


sábado, 23 de abril de 2011

Na presença de Jesus...



Na presença de Jesus me prostro e o presenteio com muito mais do que ouro, incenso e mirra e sim com o meu corpo, minha alma, meu espírito, meu culto racional, minha vida.

Na presença de Jesus confesso e me arrependo de ter tido cinco "maridos" e conviver com alguém que não me pertence e declaro que o que mais quero é beber da água que só Ele pode dar.

Na presença de Jesus percebo que os meus cinco pães e dois peixinhos não são mais meus e que eu sou apenas um instrumento para que Ele sacie a fome de uma grande multidão.

Na presença de Jesus me lanço aos seus pés lavando-os com a minha emoção, exugando-os com toda devoção, beijando-os com o fervor da minha paixão e ungindo-os sem maior pretensão.

Na presença de Jesus sou quem sou, assumo meus erros, devolvo quadruplicadamente o que furtei e ainda vendo a metade dos meus bens para dar aos pobres, pois isso sim na ótica do reino é uma atitude nobre.

Na presença de Jesus entendo que os títulos, status, dinheiro, fama, prestígio e o cabedal de conhecimento não importam e sim o que importa é nascer de novo.

Na presença de Jesus preciso escolher se me curvo a mamom ou ao amor.

Na presença de Jesus não há lugar para glória humana, por que a glória humana tão somente é reconhecer como Senhor aquele que é a Glória de Deus.

Na presença de Jesus dizemos melhor quando primeiro somos.

Na presença de Jesus sou constragido a ser e não apenas ter ou aparentar possuir, pois com Ele aprendo que ser é o bastante.

Na presença de Jesus sou levado a esvasiar-me de mim mesmo e não d'Ele, pois sem Ele eu não sou nada e nada posso fazer.

Na presença de Jesus declaro que ainda que perdoar signifique perder, prefiro perder para ganhar o sorriso d'Aquele em cuja presença estou.

Na presença de Jesus consigo tirar da fraqueza força, pois quando estou fraco é aí que estou forte, por que a minha força não vem de mim mesmo e sim d'Aquele cujo fardo é leve e o jugo é suave e ainda promove descanso para a minha alma.

Na presença de Jesus atrapalhado sou pelo evangelho quando quero dar vazão aos meus apetites carnais.

Na presença de Jesus ser grande é ser pequeno, servir é mais importante do que ser servido, dar é melhor do que receber e ser é virtude maior do que ter.

Na presença de Jesus reconheço-o como Rei, não um rei rodeado de serviçais infelizes, não um tirano que tira o sangue dos seus subalternos, e sim uma majestade que me chama de amigo e que pagou por mim preço de sangue pra que eu me pareça com Ele.



Na presença de Jesus compreendo que o materialismo, o hedonismo, o egoísmo, o triunfalismo e tantas outras coisas são tentativas humanas de encontrar significado para a vida quando este só é encontrado na presença daquele que é o verdadeiro significado.

Depois de entender algumas coisas que acontecem quando estou na presença de Jesus, meu maior desafio é viver em Sua presença.




Sinvaldo Queiroz

domingo, 13 de março de 2011

Ser feliz é...

“A Bíblia não diz o que é felicidade, mas que tipo de gente é feliz.” Ariovaldo Ramos

Baseado nesta frase do Pr. Ariovaldo Ramos desejei entender o que é Ser Feliz segundo a ótica bíblica, e cheguei a seguinte conclusão:


Ser feliz é amar a Deus de todo o coração, com todas as forças e com todo o entendimento. (Lc 10:27)


Ser feliz é amar o próximo como a si mesmo. (Lc 10:27)


Ser feliz é ter o Reino de Deus no coração e saber que ele não consiste em coisas materiais e sim, em paz, justiça e alegria no Espírito Santo. (Rm 14:17)


Ser feliz é alcançar a maturidade sem perder a simplicidade e pureza de uma criança. (Mt 18:4)


Ser feliz é vislumbrar a inefável eternidade com Deus e não colocar a esperança apenas na brevidade desta vida. (1 Co 15:19)


Ser feliz é ter a marcas de Cristo cravadas no corpo, na alma e no espírito. (Gl 6:17)


Ser feliz é viver o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. (I Co 13:8)


Ser feliz é viver a verdade que liberta e não ser dirigido por duas caras, desejos proibidos ou até mesmo os 7 pecados. (Jo 8:32)


Ser feliz é viver a humildade, não ter vergonha de chorar, enveredar-se no caminho da mansidão, ter fome e sede de justiça, praticar misericórdia, possuir um coração limpo, se esforçar para promover a paz, e ainda sofrer perseguição e calúnias por amor a Cristo. (Mt 5:12)


Ser feliz é se compadecer dos pobres, pois, quem a eles ajuda empresta a Deus (Pv 19:17)


Ser feliz é encontrar a sabedoria e adquirir entendimento. (Pv 3:13)


Ser feliz é conhecer e ser conhecido pelo Bom Pastor. (Jo 10:14)


Ser feliz é permanecer em Deus, e isto implica em andar como Jesus andou. (I Jo 2:6)


Depois de tantas afirmações sobre o que é Ser feliz, percebi que a felicidade não é algo que encontramos, não é um lugar onde chegamos e nem vitórias que conquistamos, e sim, um estilo de vida pautado nos príncipios contidos no maior manual que já exisitiu e ainda existe, e este é manual é a vida de Jesus.


“Se queres ser Feliz, siga os passos de Jesus e desfrutarás da verdadeira felicidade.”


“Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas.” (I Pe2:21)


Quero terminar citando parte do poema Velho Tema de Vicente de Carvalho que diz assim:


“Essa felicidade que supomos,
árvore milagrosa que sonhamos
toda arreada de dourados pomos,
existe, sim; mas nós não a alcançamos,
porque está sempre apenas onde a pomos,
e nunca a pomos onde nós estamos.”


Sinvaldo Queiroz
Em 13/12/2007

domingo, 20 de dezembro de 2009

É Natal !


A palavra natal significa nascimento, ou aniversário natalício, esta palavra está relacionada especialmente com o dia 25 de dezembro em que geralmente se comemora o nascimento de Jesus Cristo.


Em todos os anos o mundo ocidental “se comove e relembra” este fato que marcou os tempos, o nascimento de Jesus, o natal é marcado pela troca de presentes, as vendas no comércio se multiplicam, a figura do papai noel aparece para “abrilhantar” a festividade, árvores iluminadas por muitas lâmpadas são erigidas nas cidades, muitos banquetes são servidos e as famílias se reúnem em torno desta “recordação”.


O que mais me chama a atenção é que mesmo com tantos atrativos, o coração de muitos neste período natalino é tomado por uma melancolia, uma tristeza profunda e um sentimento de solidão que machuca a alma. Daí então, surgem alguns questionamentos: Por que uma comemoração tão bonita e singela como o natal pode atrair esses tipos de sentimentos? Será que estamos comemorando esta festa de maneira correta?


Na verdade existem verdadeiros debates em torno da data do nascimento de Jesus, o que se tem notícia é que de fato Jesus não nasceu em dezembro, pois neste período do ano em Israel a [temperatura é muito baixa, sendo pois impossível que existissem pastores nos campos depois das chuvas de Outubro, sabendo ainda que os pastores recolhiam os rebanhos das montanhas e dos campos e colocavam-nos no curral no mais tardar até o dia 15 de outubro, para protegê-los do frio e da estação chuvosa que se seguia. Ora, quando Jesus nasceu, os anjos anunciaram aos pastores a boa-nova (Lucas 2:8-12). Pela mesma razão, certamente que os recenseamentos não se realizavam no Inverno, uma vez que os caminhos eram longos e difíceis.] www.pedreiroslivres.com.br/verdadenatal


Mas o que de fato está em questão não é a data do nascimento de Jesus, e sim, o verdadeiro sentido do natal.


Vivemos num tempo em que muitas coisas são adulteradas e corrompidas, no Brasil por exemplo adulteram a gasolina, o leite das crianças, o painel eletrônico do senado federal e tantas outras coisas. E como não poderia ser diferente, a sociedade pós-moderna adulterou o sentido do natal, a festa deixou de ser cristocêntrica (Cristo no centro) e passou a ser egocêntrica (Eu no centro).
Quando tiramos o Senhor do centro da festa, o vinho da alegria acaba, as esperanças se esvaem, a solidão chega e a tristeza toma conta dos corações.


Em Lucas 2:7 diz que não havia lugar na hospedaria da pequena cidade de Belém Efrata para abrigar o nascimento do Cristo, mesmo assim José e Maria encontraram uma estrebaria e ali aconteceu o verdadeiro natal, o nosso Senhor e Salvador veio ao mundo e foi deitado não em um berço de ouro, e sim, em uma simples manjedoura.


Atualmente presenciamos um grande avanço tecnológico, a medicina continua dando passos largos, grandes unidades de atendimento neo-natal vêm sendo implantadas em nosso país, mesmo com tanta infra-estrutura, Jesus continua buscando um “lugar para nascer”. Ele não quer nascer em grandes cidades, extravagantes estruturas eclesiásticas, suntuosos palácios reais, muito menos no cerne do mercantilismo, mas sim, em corações simples, em pessoas humildes de espírito que estão dispostas a viver os valores do Seu Reino e presenteá-lo com a própria vida e não com as riquezas deste mundo.


Precisamos deixar Jesus nascer de fato e de verdade em nossos corações, não apenas uma vez por ano, mas todos os dias das nossas vidas. Este é o verdadeiro sentido no Natal.
Você tem muitos motivos para se alegrar, pois “...um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros,e ele será chamado: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6).


Deixe Jesus nascer em seu coração, afinal de contas É NATAL!


Sinvaldo Queiroz

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O resgate da esperança

Tenho caminhado por muitos lugares e visitado igrejas das mais variadas confissões. E tenho presenciado manifestações inconfundíveis do verdadeiro Evangelho. O Evangelho é, por natureza, de difícil comercialização. Não se consegue vender virtudes; jamais conseguiremos vender o projeto da cruz, ou alienar por determinada quantia o perdão divino. Quem, afinal, pagaria para entregar a face ao perverso? Leia mais...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Qual é a sua cruz?

A palavra cruz é encontrada nas Sagradas Escrituras com algumas conotações diferentes, tais como: renúncia por amor ao Reino de Deus (Lc 9:23); instrumento de punição severa; maldição e vergonha para os homens mortos nela (Gl 3:13) e também como expressão da reconciliação do mundo com Deus (Ef 2:16).

Mas nesta breve reflexão não quero falar da cruz segundo os significados supracitados, e sim como uma situação, uma escolha, uma realidade em nossas vidas.

Em Lucas 23, a partir do versículo 32 temos o relato do maior espetáculo de todos os tempos (Lc 23:48), a crucificação de Jesus Cristo no monte calvário. Três cruzes foram erguidas, três homens condenados à morte, três histórias completamente diferentes se cruzando num momento de angústia, dor e sofrimento. Jesus na cruz do MEIO, um criminoso na cruz a sua ESQUERDA e outro numa cruz a sua DIREITA.

Cruz do MEIO, cruz da ESQUERDA e cruz da DIREITA, qual é a sua cruz?

A Cruz do MEIO simboliza uma decisão no mundo espiritual, a de viver no centro da vontade do Senhor, de amar a Deus sobre todas as coisas, de sofrer por amor ao Evangelho, de perdoar os ofensores e ainda interceder por eles (Lucas 23:34), de orar dizendo “Pai seja feita a tua vontade e não a minha” e de viver a semelhança de Jesus (I Jo 2:6 e I Co 11:1). As pessoas que escolhem a cruz do MEIO como um estilo de vida sabem que a angústia da sexta-feira da paixão será recompensada no domingo de páscoa, a coroa de espinhos será trocada por uma coroa de glória, a humilhação tomará forma de exaltação (Fl 2:8,9), o choro pode até durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer (Sl 30:5).

O texto bíblico não define qual dos ladrões estava à esquerda de Jesus, mas usando uma conjectura vamos supor que a cruz da ESQUERDA pertence àqueles que se posicionam da seguinte maneira: “Então um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós.” (Lc 23:39). As pessoas que escolhem a cruz da ESQUERDA são aquelas que vivem dissolutamente, distantes do Pai, sem comprometimento algum com a graça, mergulhados no pecado, mas quando enfrentam o vale da sombra da morte, questionam a Deus, insultando-o e blasfemando. Acredito que ainda há um outro grupo de pessoas que podemos classificar entre os que estão nesta cruz, são aquelas que “conhecem” a Palavra, parecem andar lado a lado com Jesus, participam das campanhas, dos cultos, têm aparência de piedade, mas na verdade são sepulcros caiados, fariseus e hipócritas que negam a fé nos momentos de tribulação.

Seguindo a lógica da nossa conjectura os que estão na cruz da DIREITA um dia também peregrinaram por caminhos tortuosos, blasfemaram contra Deus (Mt 15:32), mas foram constrangidos pelo amor incondicional do Pai, reconheceram a santidade do Mestre Jesus, perceberam o charco de lodo no qual se encontravam (Lc 23:41) e declararam em alto e bom som “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.” (Lc 23:42).
Os que estão na cruz do MEIO alegram o coração do Pai (Mt 3:17), desfrutam da vida abundante prometida por Jesus (Jo 10:10), cumprem os propósitos de Deus aqui na terra e tem os seus nomes escritos no Livro da Vida.

Os que estão na cruz da ESQUERDA tiveram todas as oportunidades possíveis para se arrependerem, mas não o fizeram, e por isso são considerados cabritos e ouvirão de Jesus uma dura advertência “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim...” (Mt 25:41). Eles não herdarão o reino dos céus (Gl 5:21) e sobre eles cairá a ira de Deus (Jo 3:36 e Cl 3:6).

Os que estão na cruz da DIREITA agiram com sabedoria, estavam à beira do precipício, mas clamaram pela misericórdia do Bom Pastor e receberam como resposta “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” (Mt 25:34) e ainda “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lc 23:43).

Cruz do MEIO, cruz da ESQUERDA e cruz da DIREITA!

Enfim, qual é a sua situação? Qual é a sua escolha? Qual é a realidade da sua vida? QUAL É A SUA CRUZ?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A Teologia do Bom Pastor

Em Mateus 8:1-4, temos o relato da cura de um leproso. A lepra, hoje mais conhecida como Hanseníase é uma infecção crônica, contagiosa, que produz lesões na pele, mucosas e nervos periféricos, e que naquela época era considerada como uma maldição que tornava o doente imundo perante a sociedade.

Mas, o que de fato me chama a atenção neste episódio, não é o milagre em si, nem a gravidade da lepra, muito menos a forma sobrenatural como tudo aconteceu, e sim as atitudes do Bom Pastor diante da difícil situação daquele homem, e é sobre estas atitudes que quero discorrer nesta breve reflexão.

Analisando o contexto do evangelho de Mateus, percebe-se que Jesus, antes do encontro com o leproso, estava ministrando ricos ensinamentos para uma grande multidão, ensinamentos que ficaram conhecidos como o Sermão do Monte (Mateus 5, 6 e 7). Neste sermão o foco de Jesus era expressar para aquele povo quais eram os códigos do Reino de Deus, assim como as disciplinas espirituais indispensáveis na vida de quem deseja segui-lo. Quando Jesus encerrou o seu discurso, as multidões ficaram maravilhadas com a sua doutrina, por que ele as ensinava como quem tinha autoridade (Mateus 7:28,29).

Vivemos num período de crises, pluralidades, culto ao ego, relativismo, etc., e a resposta dos "evangélicos" a tudo isso, tem sido a teologia da prosperidade, determinismo espiritual, busca por títulos e poder. Entretanto, o primeiro versículo do capítulo 8 de Mateus diz que Jesus após o seu Sermão, desce do monte. Percebo neste versículo características do nosso Mestre que vão de encontro a todo este sistema de busca pela promoção pessoal presente nos arraiais religiosos do nosso tempo. Jesus praticava, se é que podemos chamar assim, a “teologia do equilíbrio” ou melhor a “teologia do Bom Pastor”, que consistia numa vida de verticalidade (relação de profundo amor para com Deus) e horizontalidade (relação de profundo amor para com o próximo). O Bom Pastor não se realizava estando apenas em cima do monte, mas ele cumpria a sua missão descendo aos lugares mais horrendos para ficar frente a frente com a multidão de miseráveis de sua época, ele uniu teoria e prática, discurso e ação, prédica e compaixão, palavras e amor.

Para o ponto de vista da religiosidade, ficar no monte é mais cômodo, dá mais ibope, satisfaz qualquer coração hedonista. A Teologia do Bom Pastor não se baseia em tais valores, ela faz o cristão teorizar no monte e praticar misericórdia no vale. É desta teologia que precisamos, uma teologia que nos leve ao monte (verticalidade), mas que também nos faça ver a realidade dos leprosos que estão a nossa volta (horizontalidade).

Sinvaldo Queiroz

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pensamento

"Avivamento é a vida de Jesus sendo exalada através da vida dos seus discípulos."
Sinvaldo Queiroz